Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram infectar camundongos com o vírus da Zika que circula no Brasil e fetos tiveram malformações congênitas, como a microcefalia. Sinais são semelhantes aos que ocorrem nos bebês humanos. Testes em camundongos e em minicérebros humanos mostraram morte das células que dão origem ao cérebro. O artigo científico que relata a descoberta está disponível em
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O pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP explica quais foram os principais objetivos do estudo sobre o zika vírus, publicado em maio na revista Nature. Jean infectou duas linhagens de camundongos e, em uma delas, o vírus atravessou a placenta e matou as células que iriam formar o sistema nervoso dos filhotes. Entrevista a Fabiana Mariz. Imagens: Tabita Said.
Fernanda Cugola, do Laboratório de Células-Tronco da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, fala sobre os bastidores da pesquisa publicada na revista Nature.
A equipe do laboratório da neurocientista Patrícia Beltrão-Braga trabalhou com a infecção por diferentes vírus em três tipos de culturas originadas de células-tronco humanas. Uma delas, os chamados minicérebros, permite a manipulação de neurônios, células progenitoras neurais (que dão origem a neurônios e células da glia) e neuronais (que dão origem só a neurônios) com interações semelhantes às que ocorrem em um ser humano vivo.
Patrícia Beltrão Braga, neurocientista, explica que o vírus Zika “brasileiro” pode mesmo causar microcefalia, por ser capaz de matar as células-tronco que dão origem às células do cérebro. Entrevista a Fabiana Mariz. Imagens: Alan Petrillo e Tabita Said.
Patrícia Beltrão Braga, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, usou células-tronco humanas para revelar como o vírus Zika que circula no Brasil danifica a formação e o desenvolvimento do cérebro. Entrevista a Ana Chinelli. Imagens: Fabiana Mariz.
O imunologista Jean Pierre S. Peron conta, nesta entrevista, que experimentos fez e o que descobriu sobre o Zika Vírus, em testes com camundongos. Ficou provado que o vírus é capaz de atravessar a placenta e matar as células que vão formar o cérebro das crias. Entrevista a Tabita Said. Imagens: Alan Petrillo.
